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Coluna 3 |
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| Não deixe a halitose atrapalhar seus relacionamentos |
| 88% dos brasileiros consideram o mau hálito responsável por provocar mudanças em suas vidas |
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 ada mais
embaraçoso do que estar em uma reunião de família, com os amigos em uma festa ou em atividades com colegas da comunidade e sentir que a pessoa sofre de
halitose (mau hálito). Além da dificuldade para manter o diálogo e a atenção, aparece a dúvida “devo ou não falar sobre o assunto”? O problema pode gerar outras situações, como a frustração da pessoa por não conseguir manter
bons relacionamentos, seja de que tipo for.
“Os prejuízos psicossociais como insegurança ao se aproximar das pessoas,
depressão secundária, dificuldade em estabelecer relações,
resistência ao sorriso, ansiedade e baixo desempenho profissional são notados nos pacientes”, conta a
Dra.Carla Renata Sarni, cirurgiã traumatologista e fundadora da Sorridents Clínicas Odontológicas, maior rede de franquias de clínicas de odontologia do país.
Carla ainda diz que “de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO), 88% dos pesquisados considera que a halitose tenha
provocado mudanças em sua vida, 36% no âmbito social, 30% afetivo e/ou 31% profissional. Eles acreditam que a halitose os tenha tornado retraídos (23%), inseguros (26%), com baixa auto-estima (14%), anti-sociais (14%), tristes (10%), deprimidos (5%) e/ou extremamente tristes (3%)”, conta.
De acordo com a Dra.Carla, a causa mais comum do mau hálito é a higiene oral deficiente e conseqüente formação de saburra lingual e placas dentárias. “A higienização precária da língua (levando à formação de saburra), reentrâncias retentoras de alimentos, cáries, substâncias plásticas usadas na confecção de dentaduras e pontes (por infiltração de líquidos bucais), são outros causadores do problema”, afirma Sarni. Tabagismo, doenças febris, deficiência de vitamina A e D, intestino preso e estresse também são fontes de mau cheiro, assim como as próteses mal adaptadas e as restaurações defeituosas.
Segundo a profissional, o diagnóstico para halitose é simples e elaborado de acordo com a história clínica e
constatação do mau cheiro característico. A investigação inicial inclui o exame detalhado da boca, da língua e da parte dentária, em busca de sinais de higienização precária, gengivites e periodontite, além da saburra lingual. Além disso, existem
métodos complementares que auxiliam este diagnóstico, como a sialometria (medida do fluxo salivar) e a halímetria. “Uma boa opção para acabar com a halitose é um tratamento desenvolvido na Sorridents para aumento da salivação”, explica Carla. O tratamento consiste em
sessões de jatos de laser que estimulam a produção de saliva e conseqüente diminuição do mau hálito.
De acordo com a especialista é interessante, no entanto, que as pessoas saibam como
prevenir este problema bucal. A doutora explica que se deve ter cuidado com a
alimentação e, principalmente, com a higiene bucal. No caso de tendência ao mau hálito, deve-se evitar carne gordurosa, fritura, repolho, brócolis, couve-flor, alho e cebola. “Dê preferência ao leite desnatado e ao queijo branco ou ricota, evite bebidas alcoólicas, fumo e medicamentos com cheiro acentuado”, avalia. A alimentação rica em cenoura, maçã e outros alimentos fibrosos auxilia na promoção de uma limpeza total na parte dos dentes, na linha das gengivas. Além disso, uma boa freqüência de ingestão de água e de alimentos que contenham algum carboidrato também é muito importante.
A higiene bucal e lingual deve ser caprichada. Os dentes devem ser bem escovados, sempre que necessário, principalmente após cada refeição. A língua deve ser limpa com raspadores específicos, a cada escovação de dentes, para a eliminação da saburra. O uso de fio dental e a realização de bochechos (com uma pitada de bicarbonato de sódio ou anti-sépticos bucais) melhoram significativamente este problema. As consultas periódicas ao dentista são essenciais, principalmente para uma higienização mais profissional, única forma de remover a placa bacteriana ou o acúmulo de tártaro na região inferior dos dentes.
Algumas dicas interessantes são:
- Usar fio dental diariamente;
- Escovar os dentes corretamente, sempre que finalizar alimentação;
- Beber pelo menos 2,5 litros de água ao longo do dia;
- Comer de três em três horas;
- Não utilizar soluções alcoólicas ao realizar um bochecho;
- Não fumar;
- Restringir o uso de bebidas com cafeína como café, mate, refrigerante sabor cola, etc.
Ilustrações: Divulgação |
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